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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Fumaça inimiga: 90% dos diagnósticos de câncer de pulmão vêm de fumantes

Fumaça inimiga: 90% dos diagnósticos de câncer de pulmão vêm de fumantes

O Dia Nacional de Combate ao Fumo, marcado para esta quinta-feira (29), alerta mais uma vez a população para o risco de doenças ligadas aos cigarros, como o câncer de pulmão que tem 90% dos diagnósticos associados ao consumo de derivados de tabaco. De acordo com o Instituto Brasileiro de Câncer (Inca), só em 2010, 21.867 pessoas morreram da enfermidade. Para o diretor-técnico do Instituto de Hematologia e Oncologia da Bahia (Ihoba), Alberto Nogueira, a batalha contra o hábito de fumar pode ser superada pelo fato de a cultura do cigarro ter perdido glamour. “Quem viveu as décadas de 60, 70 e mesmo 80 sabe que as propagandas de cigarro exaltavam o poder. Antes disso, os heróis da Segunda Guerra Mundial entraram em Paris fumando“, exemplificou, em entrevista ao Bahia Notícias. Pelo fato de haver maior resistência entre adultos, o foco da campanha é o jovem. “Quase ninguém começa a fumar aos 40 anos. O primeiro contato geralmente se dá por volta dos 15”, comenta. O médico diz que além do câncer de pulmão, os de esôfago e faringe, e o enfisema pulmonar, provocam a perda da capacidade de trabalho da pessoa, o que abate vítimas e familiares. O oncologista chama as propagandas de combate ao cigarro de “esclarecedoras” e afirma que elas não discriminam os não-fumantes. “Em um ambiente fechado, você não pode querer que alguém fume. Por isso existem os espaços de fumantes”, argumentou.

Alberto Nogueira / Foto: Divulgação
Alberto Nogueira diz que o conceito de vício está atrelado ao hábito regular, mesmo em doses pequenas. “Se uma pessoa fuma um cigarro por dia em 30, 40 anos, não podemos dizer que ela tem controle do hábito”, explicou. Segundo o médico, mesmo com a alta tarifação na indústria do cigarro, o consumo ainda é grande. Ele informa que os tabagistas (viciados) têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e os sintomas mais comuns da enfermidade são a tosse e o sangramento pelas vias respiratórias. Altamente letal, o paciente com câncer de pulmão tem sobrevida de cinco anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a neoplasia maligna como a principal causa de morte evitável no mundo.

Consumo de narguilé corresponde a fumar cem cigarros, diz Inca

Consumo de narguilé corresponde a fumar cem cigarros, diz Inca

O cachimbo foi escolhido como tema do Dia Nacional de Combate ao Fumo, marcado para esta quinta-feira (19). Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que realiza a campanha de alerta para os riscos de doenças acarretadas pelo tabaco, o consumo de narguilé, em pouco mais de uma hora, provoca a exposição a componentes tóxicos presentes em cem cigarros.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Lei que proíbe venda de alimentos não saudáveis é aprovada no Senado

Lei que proíbe venda de alimentos não saudáveis é aprovada no Senado

Bebidas e comidas com baixo teor nutricional, assim como alimentos com quantidade elevada de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sal, podem ter a venda proibida em cantinas instaladas em escolas de ensino básico. A primeira vitória dos adeptos da iniciativa aconteceu nesta quarta-feira (14) no Senado. Para valer como lei, o projeto precisa ainda ser aprovado pelos deputados e pela presidente Dilma Rousseff. A proposta tem sido discutida há quase oito anos e estabelece formas de garantir uma alimentação mais saudável nas escolas. A relatora do projeto, senadora Angela Portela (PT- RR), disse que a medida também vai incluir outros alimentos na lista de restrições pelas autoridades sanitárias. Segundo ela, a legislação em vigor é insuficiente para oferecer uma alimentação adequada nos ambientes escolares. De acordo com especialistas, a lei aprovada pode evitar o aumento da obesidade infantil e das doenças crônicas não transmissíveis, provocadas por alimentação inadequada.
Informações de O Globo.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vacina brasileira contra o HIV será testada em macacos

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP devem começar os testes no segundo semestre deste ano.

Imagem do vírus HIV na corrente sanguínea: transplante de células-tronco pode ter curado dois pacientes infectados nos EUA, mas ainda não é possível confirmar que a cura realmente ocorreu

Pesquisadores brasileiros deverão começar a testar uma nova vacina contra o vírus HIV em macacos a partir do segundo semestre deste ano. Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o experimento deve ter uma duração de 24 meses. Em testes anteriores, a técnica já havia se mostrado eficaz para imunizar camundongos. Se ela tiver o mesmo efeito nos macacos, os pesquisadores esperam poder testá-la em seres humanos.
A vacina — chamada HIVBr18 — começou a ser desenvolvida em 2001 por uma equipe de pesquisadores coordenada por Edecio Cunha Neto, professor e pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Segundo a Agência Fapesp, os cientistas analisaram o sistema imunológico de um grupo especial de portadores do HIV, que eram capazes de manter o vírus sob controle por mais tempo e demoravam mais para desenvolver a doença.
No sangue desses pacientes, eles descobriram que a quantidade de linfócitos T do tipo CD4, células do sistema imunológico que costumam ser atacadas pelo HIV, permanecia mais elevada que o normal. "Os portadores de HIV que tinham as TCD4 citotóxicas (que matam células infectadas pelo HIV) conseguiam manter a quantidade de vírus sob controle na fase crônica da doença", afirmou Cunha Neto, em entrevista à Agência Fapesp.
Em seguida, os pesquisadores isolaram pequenos pedaços de proteínas do HIV que se mantinham iguais entre a maioria das cepas do vírus. Usando um programa de computador, selecionaram os trechos que tinham maiores chances de serem reconhecidos pelos linfócitos TCD4 dos pacientes. E 18 moléculas escolhidas foram recriadas em laboratório. Uma tática comum em vacinas contra o HIV é selecionar estes pedaços: eles são inofensivos ao organismo, ao contrário do vírus, mas também despertam uma reação do sistema imunológico.
Em uma pesquisa publicada em 2006 na revista Aids, os pesquisadores testaram as moléculas, ou seja, os pedaços, em amostras de sangue de 32 portadores de HIV com condições genéticas variadas. Como resultado, descobriram que, em mais de 90% dos casos, pelo menos um destes pedaços foi reconhecido pelas células TCD4. Em 40% dos casos, mais de cinco foram identificados.
Imunização — Em um segundo momento, as moléculas do vírus (simplificando, os tais pedaços) foram administradas a camundongos que foram geneticamente modificados para possuir células que se comportassem como as do sistema imunológico humano. Isso é essencial para poder testar a vacina e verificar seu grau de eficácia. Nesse caso, 16 das 18 moléculas foram reconhecidas e ativaram tanto as células de defesa TCD4 como as TCD8. Esse resultado foi publicado em uma pesquisa divulgada na revista PLoS ONE em 2010.
No experimento mais recente — ainda não publicado — os pesquisadores avaliaram a capacidade dessa nova vacina de reduzir a carga viral no organismo dos camundongos. "O HIV normalmente não infecta camundongos, então nós pegamos um vírus chamado vaccinia — que é aparentado do causador da varíola — e colocamos dentro dele trechos do HIV", afirmou Cunha Neto à Agência Fapesp.
Nos animais que receberam a vacina, a quantidade do vírus encontrada foi apenas 2% da registrada em animais que não foram imunizados. Segundo os pesquisadores, em seu estágio atual, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus do organismo, mas pode manter sua carga reduzida a ponto de o paciente infectado não desenvolver a imunodeficiência e não transmitir o vírus.
Teste em humanos — A última etapa da pesquisa antes de poder testar a vacina em humanos será realizada em uma colônia de macacos rhesus pertencentes ao Instituto Butantan, em São Paulo. A vantagem de fazer testes em primatas é a semelhança com o sistema imunológico humano e o fato de eles serem suscetíveis ao SIV, vírus que deu origem ao HIV. "Nosso objetivo é testar diversos métodos de imunização para selecionar aquele capaz de induzir a resposta imunológica mais forte e então poder testá-lo em humanos", disse Cunha Neto à Agência Fapesp.
O teste nos primatas representa mais um passo em uma longa cadeia de experimentos até que a vacina possa ser aplicada nos pacientes humanos. Se ela for bem-sucedida, a primeira fase do teste em seres humanos deverá ser feita em uma população saudável e com baixo risco de contrair o HIV, que será acompanhada de perto por vários anos. Nesse primeiro momento, além de avaliar a segurança da vacina, os pesquisadores devem verificar a magnitude da resposta imune que ela é capaz de desencadear e por quanto tempo os anticorpos permanecem no organismo.
A partir desse estágio, os pesquisadores esperam poder atrair interesse comercial para patrocinar as duas últimas etapas dos testes da vacina em seres humanos. Segundo os cientistas, essas últimas fases devem custar 250 milhões de reais. Atualmente, o desenvolvimento da HIVBr18 é conduzido pelo Instituto de Investigação em Imunologia, um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), um programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com apoio da Fapesp, que investiram cerca de 1 milhão de reais no projeto.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Bahia tem 5ª pior taxa de mortalidade infantil do país, diz MS

Segundo informações das Tábuas de Mortalidade do Ministério da Saúde, baseadas no Censo do IBGE de 2010 e divulgada nesta sexta-feira (2), a Bahia registrou a quinta pior colocação em mortalidade infantil entre os estados brasileiros. Foram registradas 23,1 mortes de crianças por mil nascidas com idade de até um ano no maior estado do Nordeste. Outro estado nordestino, Alagoas, teve a pior média, com 30,2 mortes por mil nascidos; e Santa Catarina, na Região Sul, apresentou o melhor índice, com 9,2 mortos por mil. De maneira geral, o índice de mortalidade infantil no país caiu 75,8% no período entre 1980 e 2010. No começo da década, eram registrados no Brasil 69,1 óbitos de crianças menores de um ano para cada grupo de mil nascidos vivos. Em 2010, a taxa já era de 16,7 óbitos. O Nordeste teve a maior redução absoluta do índice. Saiu de 97,1 para 23 por mil nascidos vivos, aumento de 76,3%. Mesmo com o índice positivo, a região ainda é a que tem a mortalidade mais alta. No Sudeste, ocorreu a maior redução em pontos percentuais, com uma queda de 78,1% nas últimas três décadas. De 57,7 pulou para 12,6 por mil nascidos vivos. 
Informações do G1.

Bahia tem maior número de selecionados no Mais Médicos

Bahia tem maior número de selecionados no Mais Médicos
A Bahia será o estado que mais receberá profissionais na primeira etapa do programa Mais Médicos. Ao todo, estão previstos 161 médicos com diploma brasileiro para atuar nas cidades baianas. Depois da Bahia, Minas Gerais aparece em segundo, com 159 médicos. Em seguida vêm São Paulo, com 141; Ceará, com 117; Rio Grande do Sul, com 107; e Amazonas, com 73. Dos 1.753 profissionais escolhidos no país, 74% foram direcionados para a cidade de primeira opção entre as seis que poderiam ser escolhidas, isto pelo critério de prioridade. Um número de 232 profissionais vai atuar nas cidades de segunda opção. O Ministério da Saúde informou que foram 2.739 médicos com diploma brasileiro escolheram os municípios de preferência. Do total, 507 não foram contemplados nesta etapa por falta de vagas.