“Ver as transformações na vida das
pessoas é o que faz meu trabalho valer a pena”, relata, contente, Raimundo
Santos. O agricultor, filho de Ituberá (BA), há quatro anos assume a
presidência da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia
(Coopalm) e presta apoio aos 504 produtores associados. Devido a esse
compromisso, Raimundo visita, frequentemente, as propriedades dos cooperados e
os assiste quanto ao planejamento e execução dos plantios, além de compartilhar
informações com eles sobre técnicas agrícolas. “Pessoas que não tinham como
gerar renda, hoje conseguiram se estabilizar. Isso porque tiveram acesso ao
conhecimento adequado”, reforça.
Antes de fazer parte da Coopalm,
Raimundo acumulou experiências que fazem dele uma pessoa determinada e
corajosa. “Por dois anos trabalhei em terra que não era minha, plantando
banana, cacau, guaraná, urucum. Era um tempo difícil, mas junto com minha
família consegui ter forças para resistir. Quando assistentes educadores vieram
para a região a fim de estimular o plantio de palmito de pupunha, demorei a
acreditar que daria certo. Mas, mesmo assim, me arrisquei e o resultado
surgiu”, detalha.
Ainda cauteloso, Raimundo começou sua
produção apenas com um hectare. “O palmito não demorou para ‘pegar’. A
dificuldade, na época, era comercialização. O preço pago pelos atravessadores
não era justo”. Para solucionar essa situação, o produtor e moradores dos
municípios baianos de Ituberá, Nilo Peçanha e Taperoá decidiram se organizar.
Assim, nasceu a Coopalm. “Nem todos aderiram à ideia porque existia a crença de
que as cooperativas não duravam muito tempo. Não duravam porque os agricultores
não se sentiam parte dela”, justifica.
Atualmente, Raimundo possui 30
hectares, sendo que 5 estão voltados para plantação da pupunha. Destes, 3,5
hectares já estão em tempo de colheita. Somente com essa cultura, acumula renda
média mensal de R$ 2.500. “Não só eu, mas os produtores de nossa região estão
vivendo com dignidade. Queremos mais e continuaremos com nosso trabalho.
Proporcionar mudanças na realidade ao meu redor é o que mais me motiva”,
finaliza.
Fonte: Fundação Odebrecht
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