domingo, 15 de setembro de 2013

Metade das casas baianas despeja esgoto de forma inadequada

Na Bahia, apenas um em cada quatro municípios (103 dos 417) tem rede de esgoto instalada. E, ainda que tenham banheiro, metade dos domicílios do estado acaba descartando o esgoto de forma inadequada — diretamente em fossas negras, valas ou até mesmo em rios, lagos ou mar. Os dados são do IBGE e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
O engenheiro ambiental Jorge Glauco Costa, professor da Uneb, explica que a falta de investimento em esgotamento acaba por cobrar a conta justamente no sistema de saúde. “Existe uma sobrecarga enorme em cima do SUS por conta de doenças decorrentes da ausência desse esgotamento: verminoses, hepatite, cólera, diarreia e a própria dengue”, explica. “A população acaba demandando mais a saúde, há mais afastamentos de trabalho e, com isso, até prejuízos à economia”, explica.
Ranking nacional

Apesar dos números negativos, os 51,6% de domicílios que têm esgotamento adequado colocam a Bahia na 10ª posição no ranking nacional. “As regiões Norte e Nordeste são do padrão da Bahia. Quando existe o sistema, ele é ineficaz. Em São Paulo, é melhor que o da Bahia, mas é longe do ideal. No Brasil, o investimento em ‘obra enterrada’, que ninguém vê, é pequeno. No Norte/Nordeste é precário. No Brasil é ‘só precário”’, compara o professor Jorge Glauco.

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