Na Bahia, apenas um em cada quatro municípios (103 dos 417) tem rede de esgoto instalada. E, ainda que tenham banheiro, metade dos domicílios do estado acaba descartando o esgoto de forma inadequada — diretamente em fossas negras, valas ou até mesmo em rios, lagos ou mar. Os dados são do IBGE e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
O engenheiro ambiental Jorge Glauco Costa, professor da Uneb, explica que a falta de investimento em esgotamento acaba por cobrar a conta justamente no sistema de saúde. “Existe uma sobrecarga enorme em cima do SUS por conta de doenças decorrentes da ausência desse esgotamento: verminoses, hepatite, cólera, diarreia e a própria dengue”, explica. “A população acaba demandando mais a saúde, há mais afastamentos de trabalho e, com isso, até prejuízos à economia”, explica.
Ranking nacional
Apesar dos números negativos, os 51,6% de domicílios que têm esgotamento adequado colocam a Bahia na 10ª posição no ranking nacional. “As regiões Norte e Nordeste são do padrão da Bahia. Quando existe o sistema, ele é ineficaz. Em São Paulo, é melhor que o da Bahia, mas é longe do ideal. No Brasil, o investimento em ‘obra enterrada’, que ninguém vê, é pequeno. No Norte/Nordeste é precário. No Brasil é ‘só precário”’, compara o professor Jorge Glauco.
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